Ouvindo Alright do Supergrass, vejo que não estou bem. Talvez o tédio das férias, talvez seja porque eu pensei ter encontrado amigas mas que são somente parceiras de festas. Mas não estou desiludida, ao menos não desta vez.
Rabiscando nas últimas páginas de um caderno, percebo o mundo lá fora emoldurado pela minha janela cor de prata. Pessoas que passam por aqui, estas sim, chamam minha atenção. Todas têm uma história, um porquê de estarem passando ali e indo em alguma direção, com seus passos firmes e apressados ou leves e descontraídos.
Gosto de falar, e muito, porém nunca sei o que dizer. Se o mundo fosse como nos tempos de colégio em que me comunicava com verdadeiras cartas (sim, cartas! Bilhetinhos eram muito pequenos para mim.) aí sim, sairia-me melhor.
Parece que tudo é perfeito e eu me sinto uma estranha. Hoje faço coisas que há muito tempo queria fazer, mas creio que o encanto se desfez. Não me satisfazem como pensei que me satisfariam.
I CAN'T GET NO SATISFACTION!
Não, eu não me vejo estereotipada em padrão algum, nem nos que não se encaixam em padrões. Sinto-me perdida numa inércia sem fim.
Esse será o meu fim? Eu terei um fim? Alguém terminou assim?
Só sei o que eu não quero e o que não me atrai. Em Felizes para Sempre eu não acredito mais!
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