sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Crônica I
Naquela manhã fria, logo que entrei no trem, uma mulher chamou minha atenção. Estava sentada à minha
frente, coberta por uma lã vermelha que lhe caía muito bem, contrastando com o negro cabelo e a pele branca. Deveria ter por volta de 30 anos, chamei-a de Luiza.
Luiza lia seu livro sobre espiritismo, às vezes mudava o foco erguendo a cabeça como se tentasse resgatar na memória alguma lembrança. Sorriso abafado. Olhou para o relógio e de repente fechou o livro. Sua expressão mudou quando viu que já eram 7h53, provavelmente estava atrasada, pois a inquietude tomou conta de si. Quando o trem parou, Luiza desceu correndo e suas luvas permaneceram no canto do banco. Já não dava mais tempo, o trem já havia partido.
E Luiza? Acredito que estava atrasada para o trabalho ou para alguma consulta médica. Dias depois encontro-a atravessando a rua, estava de braços dados com o namorado. Eu a avistei de longe e reconheci. Infelizmente o motorista do ônibus não teve a mesma sorte que eu. Luiza tinha 33 anos e dias antes tinha ido ao médico, pois estava grávida de um mês.
Por .lola
Ele se achava o máximo,
"Pra que usar a bebida como morfina?
Se você não aguenta sua vida Vazia
Pare de disfarçar, fingindo que tem mil amigos
Se na verdade você está Só
Quando o efeito do álcool passar
e não estiver Ninguém ao seu redor
Abra mais uma lata, beba mais um pouco
e volte a ser o Bobo da Corte
Todos sabem que você Não possui Nada
mas não se preocupe, eles também não!
Você se diz um beatleamaníaco e fala que
o Paul é o seu preferido
Só usa terninho e cabelo moptop para [a]parecer
legal e faz pose cheirando pó
Tudo isso só para ter amigos que
não existem quando amanhece e a festa Acaba."
Por .lola
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
[des]Encontros
me perdi
de mim.
me perdi de ti.
por favor, ache-Me em uma esquina qualquer da cidade velha. Estarei sentada na calçada com uma cerveja na mão à sua espera. à Sua espera e de mais ninguém. Não espere. não me Espere. vá ao meu encontro. vá Agora! Vááááá!
sábado, 24 de outubro de 2009
Infância resgatada.
O futuro é incerto, e o caminho que percorremos nem sempre nos leva as mesmas afirmações de anos atrás. Entretanto, quando ele chega e nos damos conta disto, lembramos nostálgicos daquela criança que fomos um dia e que estava adormecida dentro de nós.
Texto escrito para um trabalho de Português II em 22 de outubro.
Pensamentos
sorrisos plásticos e superficias já não são o bastante para mim, olho pra dentro e não vejo nada. Só há um vazio...
quarta-feira, 17 de junho de 2009
AGORA É INCONSTITUCIONAL SER JORNALISTA DIPLOMADO!

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009
STF derruba exigência de diploma para jornalista
Por 8 votos a 1, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista. A decisão foi tomada no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 511961, interposto pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Sertesp) contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que afirmou a necessidade do diploma, contrariando uma decisão da primeira instância numa ação civil pública.
No recurso, o MPF e o Sertesp sustentaram que o Decreto-Lei 972/69, que estabelece as regras para exercício da profissão – inclusive o diploma –, não foi recepcionado pela Constituição de 1988.
"o jornalista apenas exerce uma técnica de assimilação e difusão de informações, que depende de formação cultural, retidão de caráter, ética e consideração com o público."
http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=109717
O Ministro Gilmar Mendes comparou o curso com profissionais da culinária e de corte e custura, que não necessitam de curso superior.O diploma de jornalismo caiu, pois fere a Constituição de 1988 quanto a liberdade de expressão, ou seja qualquer um pode ser jornalista agora!Faculdade pra quê? Afinal, não aprendemos nenhuma técnica né? Para ser jornalista basta saber escrever!
Sei que comecei a pouco o curso (2º semestre ainda), mas fiquei indignada com tal decisão! Ainda estou em estado de choque, incrédula no que vi, ouvi, li e reli. Na hora que soube fiquei estática e com muita raiva!Jornalistas sempre foram marginalizados, nunca ganhamos muito e agora sem diploma!? A profissão foi banalizada, já não basta a concorrência normal e agora com pessoas que nem são qualificadas! Isso não existe!Quem quiser lutar por um salário justo não tem muito o que fazer, a mão-de-obra agora está mais barata do que nunca! Ok, quem tiver o diploma terá um diferencial e quanto mais se especializar melhor e blábláblá... Mas quem garante? A profissão ne regulamentada é! Eu realmente não acredito no que está acontecendo!
Gostaria de ver se TODOS os meios de comunicação parassem 24 horas só. Já pensaram? 24 horas sem informação alguma, tanto na tv, rádio, internet... Nenhuma notícia, apenas alguma mensagem protestando contra o absurdo que está acontecendo!
E por favor, COLUNISTAS NÃO SÃO JORNALISTAS!!!!!!
Precisava desabafar, escrevi correndo o texto não deve estar grandes coisas, mas entendam...
beijos!
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Sem título (por enquanto)
a dor que há em minh'alma?
Não?
Reparaste bem em meus olhos?
Neles, trago todo meu sofrimento.
Ah, é por isso que reparaste no meu sorriso!
Alegrias momentâneas e até falsas, arrisco-me a dizer.
Porém, é com ele que disfarço a dor.
É, a dor. Essa mesma.
Minha companheira.
Vive na minha alma, enxerga o mundo através dos olhos meus,
na hipocrisia do meu sorriso
ela disfarça
e brinca com a tua inocência."
Só para atualizar, já que faz um tempo que não posto aqui. Escrevi hoje enquanto atualizava o fotolog.
Se quiserem conferir: http://www.fotolog.com/ragazzalola
Gravei dois curtas, entrei [e já saí] em temporada, agora só facul e as aulas de inglês e italiano...
Estou com o projeto de um jornal que está me tomando muito tempo. De repente posto alguma matéria por aqui...
beijos!
quarta-feira, 18 de março de 2009
Sobrenomes, fonética e ortografia.
Nosso país foi colonizado em sua maioria por portugueses e espanhóis, aqui no RS existem mais alemães e italianos, fato. Devido a isto, nossos sobrenomes soam um tanto quanto complicados aos ouvidos desconhecidos, porém não é para tanto.
Creio que as pessoas gostam de enfeitar as coisas, se é que me entendem. Concordo que existem alguns sobrenomes mais complicados mesmo, mas outros são bem mais simples como Sartori. Sim, um sobrenome italiano bem simples, entretanto, já fora escrito de diversas formas que eu não tenho ideia do absurdo. Desde os errinhos básicos como Sartor e Sartore ou Sartóri (e a estes exemplos acrescentem também dois 't') passando por Sertório (com e sem acento) e até os mais estapafúrdios como Sortido e Sartone, e não, não me venham dizer que estou inventando pois não estou!
É tão simples, é só seguir a fonética. Escreve-se como se pronuncia. S - a - r - t - o - r -i. Sartori. Tão fácil!
Se fosse Schwantes, Bukowski, Werres, Jenisch, Szumski, Weschenfelder, Novakowski, vá lá, a pronúncia é diferente da escrita, mas Sartori, não há nada de diferente e difícil nisso!
Dá próxima vez que for escrever, aja por instinto auditivo ou então pergunte, antes de sair por aí reinventando o sobrenome das pessoas!
e sim, hoje foi a gota d'água com o Sartone!
beijos!
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Conflitos existenciais jornalisticos!
Quero trabalhar com música, mas não quero ser crítica, sabe como é, aquela velha história: quem não sabe, faz; quem acha que sabe, ensina e quem nem isso consegue, vira crítico.
Sei lá, só quero indicar o que eu acho interessante de ser ouvido, de se acompanhar, mas isso de certa forma já vira uma crítica, até porque vai por gosto, um gosto meu que pode ser bem diferente do teu.
Espero trabalhar com música, com artes e literatura e principalmente atuar nos palcos da vida. O teatro é a paixão mor que vem me movendo nesses últimos tempos e é algo que não pretendo me desfazer.
São tantas coisas que quero fazer, tantos rumos pra seguir... Aí só me restam confusões, divagações e mais conflitos existenciais, já deveria estar acostumada, mas não estou. Minha cabeça está fervendo, efervescencia total! Muitos planos, projetos de curto, médio e longo prazo. Acho que estou enlouquecendo, mas no fundo sei que não estou, amo essa correria, sei que no fim dará tudo certo e ficarei em paz. O problema é que essas férias estão me matando, fico pensando, pensando e pensando e isso funde com a cabeça da pessoa. Mas ok, semana que vem tudo volta ao normal, ai nem tempo pra comer eu tenho..
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Ouvindo Alright do Supergrass, vejo que não estou bem. Talvez o tédio das férias, talvez seja porque eu pensei ter encontrado amigas mas que são somente parceiras de festas. Mas não estou desiludida, ao menos não desta vez.
Rabiscando nas últimas páginas de um caderno, percebo o mundo lá fora emoldurado pela minha janela cor de prata. Pessoas que passam por aqui, estas sim, chamam minha atenção. Todas têm uma história, um porquê de estarem passando ali e indo em alguma direção, com seus passos firmes e apressados ou leves e descontraídos.
Gosto de falar, e muito, porém nunca sei o que dizer. Se o mundo fosse como nos tempos de colégio em que me comunicava com verdadeiras cartas (sim, cartas! Bilhetinhos eram muito pequenos para mim.) aí sim, sairia-me melhor.
Parece que tudo é perfeito e eu me sinto uma estranha. Hoje faço coisas que há muito tempo queria fazer, mas creio que o encanto se desfez. Não me satisfazem como pensei que me satisfariam.