PASSEIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!
Caralho, quando o cara disse meu nome nem acreditei! Gritei, coloquei pra fora td q tava sentindo!! Não acreditei mesmo!!!!!!
Pois é, agora minha agenda tá conturbada em novembro: 16, 17,18 ou 19 de novembro em Teutônia, com a peça "Um Analista no Divã" [na qual faço parte] estaremos concorrendo num festival de teatro e dias 20, 21 e 22 em Gramado para a seleção final do Projeto Passarela!
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
E que venham mais e mais e mais testes e peças!
Muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiitaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa felicidade!
Beijos .lola
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Corra atrás, mas conte com a sorte também!
É claro que devemos nos dedicar e correr atrás do que queremos, mas muitas vezes não depende só de nós e sim, de sorte.
Espero ter passado pra próxima fase do teste de elenco que eu fiz hoje, acho difícil já que fui um tanto quanto prejudicada pela guria que contracenou comigo.
É, às vezes dedicação e força de vontade não é o bastante, existem outras variáveis que independem de nós. Nessa hora o nervosismo e o relógio correm contra nós.
Se eu passar ou não, tudo bem. O que importa é que a cada teste ganhamos mais experiência.
Depois eu aviso se passei ou não.
Por .lola
Espero ter passado pra próxima fase do teste de elenco que eu fiz hoje, acho difícil já que fui um tanto quanto prejudicada pela guria que contracenou comigo.
É, às vezes dedicação e força de vontade não é o bastante, existem outras variáveis que independem de nós. Nessa hora o nervosismo e o relógio correm contra nós.
Se eu passar ou não, tudo bem. O que importa é que a cada teste ganhamos mais experiência.
Depois eu aviso se passei ou não.
Por .lola
domingo, 19 de outubro de 2008
Um pouco vazia por dentro, algo que já senti antes, mas não sei como explicar e também não sei o porquê de estar me sentindo assim. Espero que passe.
"Não deixe pra depois
O tempo vai passar
Não quero mais sofrer
Mas se você quiser
Eu posso te beijar até o amanhecer..."
O que isso tem a ver com o que estou sentindo? Não faço a mínima idéia, se descobrir posto depois...
.lola
"Não deixe pra depois
O tempo vai passar
Não quero mais sofrer
Mas se você quiser
Eu posso te beijar até o amanhecer..."
O que isso tem a ver com o que estou sentindo? Não faço a mínima idéia, se descobrir posto depois...
.lola
Não Chores, Lola
"Não chores Lola
Um coração partido não é o fim
São tantas ilusões a nos redimir
De tentar a mesma procura, de novo
Sonhos são manequins em vitrines
Obedecendo aos nossos desejos
Não, não, não, não chores Lola
Um coração partido não é o fim
Você vai comprar um vestido novo
Vai mudar o penteado
Vai fumar outro cigarro
Mas o que importa é a cama vazia
O filme sem ilusões
Não, não, não, não chores Lola
Um coração partido não é o fim
Um grande amor perdido não é o fim"
Beijos, .lola
Um coração partido não é o fim
São tantas ilusões a nos redimir
De tentar a mesma procura, de novo
Sonhos são manequins em vitrines
Obedecendo aos nossos desejos
Não, não, não, não chores Lola
Um coração partido não é o fim
Você vai comprar um vestido novo
Vai mudar o penteado
Vai fumar outro cigarro
Mas o que importa é a cama vazia
O filme sem ilusões
Não, não, não, não chores Lola
Um coração partido não é o fim
Um grande amor perdido não é o fim"
Beijos, .lola
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh caramba!
Sinceramente eu não consigo te entender! Como eu gostaria de saber o que passa nessa tua mente que só me confunde. Eu realmente gostaria de saber. Por que você é assim, hein??
Por quê?? O que eu te fiz? O que eu deixei de fazer??
Ah, quer saber!? Eu não aguento mais, foda-se!
"Me desculpe, tchau tchau..."
.lola
Sinceramente eu não consigo te entender! Como eu gostaria de saber o que passa nessa tua mente que só me confunde. Eu realmente gostaria de saber. Por que você é assim, hein??
Por quê?? O que eu te fiz? O que eu deixei de fazer??
Ah, quer saber!? Eu não aguento mais, foda-se!
"Me desculpe, tchau tchau..."
.lola
sábado, 18 de outubro de 2008
Saudades Eternas!
Ah caramba! Nem parece mas faz 2 anos e 1 mês que ele se foi.
[Já estou com lágrimas nos olhos que agora percorrem meu rosto, impossível falar dele sem me emocionar.]
Sabe, sempre quando me lembro da minha infância não tem como não associar a pessoa mais querida da minha vida, meu vô. Desde que eu nasci, lá estava ele comigo, afinal meus pais compraram a casa ao lado da casa dos meus avós maternos.
Fui criada pelos meus avós até meus 8 anos, tudo bem que o pai chegava cedo do trabalho e me cuidava, mas eu ficava praticamente 24 horas por dia na casa dos meus avós (eu só não dormia lá). Lembro-me quando era bem pequenina, minha mãe saía para trabalhar e me deixava na sala vendo tv, logo a vó chegava com a mamadeira e me levava para sua casa e me colocava na cama entre ela e o vô. Era todo dia assim.
Quando eu fui para o jardim já com meus 2 anos e 6 meses, o vô não queria que eu fosse pois dizia "Essa criança vai passar fome, vai ficar anêmica, vão judiar dela lá..." e coisas do tipo, até porque ele tinha suas preocupações que não eram só de um vô, mas de um pai... Ele queria continuar cuidando do seu 'bichinho'.
Hoje lembro com carinho de tudo que ele fez por e para mim. Como por exemplo, todas às vezes que as nossas cadelas davam cria e ele doava os filhotinhos, dizia que eles tinham ido para um hotelzinho de cachorros [tá eu sei que é tosco demais, mas eu tinha 3 anos de idade, acreditava realmente que eles tinham ido pro tal hotel...], o vô me dizia isso porque sabia que eu ia chorar por causa dos filhotes, e ele não podia me ver chorando... Ou então na vez que ele resolveu criar umas galinhas, elas tiveram pintinhos que por sua vez cresceram até que foram parar no nosso prato, mas para mim eles tinham ido embora voando...
Ele que fez a minha caixinha de presentes do Papai Noel, ele que foi levar a caixa de ferramentas numa tarefa da gincana, ele que ria das minhas palhaçadas e que me fazia rir, era ele que me contava histórias da sua infância na década de 20, que me dizia como era bom morar naquelas fazendas enormes na fronteira e nadar nos rios, ele que brincava comigo na hora do almoço tentando roubar a minha comida, que me ensinou a plantar as nossas árvores, ele que uma semana antes do meu aniversário dizia para minha vó "Celanira, tu já comprou o presente da Chuquinha?", era ele que me dava um abraço apertado quando eu chegava do colégio com o boletim na mão dizendo que estava aprovada, era ele que me ensinava a colher os cachos de uva na nossa antiga parreira, que me disse que colocando sal em cima da lesma, ela morreria, era ele que comia bolinhos de chuva comigo no café da tarde e que me dava golinhos de café preto escondido já que o pai não deixava. Enfim, ele fez parte de toda uma fase que foi a melhor de toda minha vida, a infância.
Lembro-me também, quando fiz a minha Comunhão e falou pra vó que ela tinha que comprar uma roupa bem bonita para os dois.
Foram quinze anos ao lado de uma pessoa maravilhosa, que fazia de tudo pra mim. Quando ele ia no armazém aqui pertinho de casa, sempre trazia alguma guloseima pra mim, o pai não gostava muito, dizia que eu acabava comendo muita porcaria, mas vô é vô não adianta. Às vezes eu aprontava alguma coisa e ele via que a vó ia me dar umas palmadas, ele me pegava pela mão e me levava para a ramada [pra quem não sabe, a ramada é quase toda a quadra em frente a minha casa, cheia de árvores, hortas e afins. O vô plantou quase tudo que tem ali, algumas coisas a vó, outras eu...] só para eu não apanhar da vó.
O tempo foi passando, só que a gente não se dá conta. Eu falo muitas vezes isso, que gostaria de ter sido filha dos meus avós, assim poderia ter vivido mais tempo com meu avô.
Sabe, a maioria dos avós das minhas amigas tem 60 e poucos anos, essa é a idade da minha tia mais velha...Minha vó tem 81 anos, e meu avô falceu com 90.
O tempo passou e o vô acabou adoecendo. Ele tinha lá suas AVC's [acidente vascular cerebral] uma vez que outra, mas sempre se recuperava. Ficava meses no hospital, mas no fim tudo ficava bem. Até que em 2004 ele não pode mais caminhar. Foram mais de dois anos na cama, nós sempre cuidamos dele muito bem, nunca lhe faltou nada. De início minha tia veio pra casa da vó e cuidou do vô, depois de um tempo tivemos que contratar uma enfermeira.
No segundo grau, eu tinha aulas a tarde e meu colégio é perto do hospital. Quando o vô estava baixado e eu tinha alguma aula a tarde, não tinha dúvida, ia até o hospital, almoçava ia pro quarto ver o vô [dava almoço pra ele] e depois ia pra aula. Eu chegava em casa meio-dia, largava a mochila na sala e ia direto pro quarto ver o vô, às vezes eu terminava de dar almoço pra ele, às vezes ele já estava dormindo ou só vendo o jornal na tv. Ia pra casa, fazia minhas tarefas e voltava para a vó. Novamente ia para o quarto vê-lo, às vezes ele não se lembrava que eu já tinha ido ali no quarto, como acontecia algumas vezes dele estar dormindo, eu não o acordava e a tarde quando eu ia ali ele falava que eu devia tê-lo acordado.
Aproveitei o máximo de tempo que pude com ele, mas ainda assim acho que poderia ter aproveitado mais. Ter dito mais que o amava, tê-lo feito rir mais, ter cuidado mais dele...
Sei que fiz o possível e o impossível por ele, tanto que eu estava no 2º ano, era segunda-feira e eu tinha aula a tarde de química [lembro como se fosse hoje], eu almocei no hospital e subi no quaro para vê-lo, a vó estava com ele, eu o abracei forte, disse o quanto o amava e que tudo iria dar certo. Sai do quarto aos prantos, pois sabia que não ia durar muito tempo.
Quem me conheçe sabe que não sou de acordar cedo com pouco esforço, terça-feira eu acordei às 5:45 [o horário que o vô gostava de levantar], olhei o relógio e senti aquele aperto no peito. Quinze minutos depois, ligam do hospital dizendo que a mãe tinha que ir lá assinar umas papeladas de exames do vô, só que a mãe trabalhava no hospital e sabia dos procedimentos quando alguém falecia. Ela não me disse nada, só mandou eu me arrumar, fechar a casa e ir para o colégio e meio dia ela me buscaria. Cheguei no colégio e não consegui entrar, liguei pra mãe e mandei ela me buscar e disse que sabia o que tinha acontecido.
Ela estava na funerária com o pai e minha dinda e meu dindo, sairam de lá e foram me pegar no colégio. Eu entrei no carro, dobramos a esquina e eu falei que queria saber o que exatamente tinha acontecido com o vô e o pai tava dirigindo meio que virou pra mim, colocou a mão na minha perna e disse "filha eles tantaram de tudo, mas infeliz..." ele não terminou a frase e eu desabei. Ele enconstou o carro e a mãe desceu ficou atrás comigo, tentando me amparar. Eu já sabia o que tinha acontecido, mas não queria admitir, aquilo não poderia ter acontecido. Eu fiquei sem chão, como se o mundo desabasse sobre mim, como se eu carregasse uma tonelada em cima de mim..
Fomos pra casa e a mãe deu a notícia para vó, que ficou tão mal quanto eu. Daí aquela função, se trocar para o velório e o enterro. Chorei compulsivamente durante o resto da semana, não consegui ir para a escola.
Fiquei desolada, perdi meu companheiro de histórias, papos e risadas. No mesmo dia fui para a casa da vó, pois ela é hipertensa e eu não queria que ela ficasse principalmente a noite sozinha, tinha medo que ela passasse mal ou algo assim e estou até hoje.
Hoje, a cada conquista minha óbvio que fico feliz, mas um pouco triste por não pder compartilhá-la com ele. Foi assim na minha formatura ano passado, quando eu passei no vestibular, na minha peça de teatro...
Eu que já estava com depressão desde que o vô ficou de cama, com a morte dele me afundei ainda mais, claro que fiz vários tratamentos com 1485743857348 mil psicólogos e psiquiatras diferentes, mas hoje eu estou melhor. Só que o vazio que eu sinto nunca vai ser preenchido, porque ele não está mais do meu lado!
Meu véinho, onde quer que você esteja agora eu sei que está bem e que não está sofrendo como quando estava conosco. É isso que me conforta.
Com 90 anos você se foi, se foi cedo demais. Naquela manhã de terça-feira, 19 de setembro de 2006 às 5:45h.
.lola
[Já estou com lágrimas nos olhos que agora percorrem meu rosto, impossível falar dele sem me emocionar.]
Sabe, sempre quando me lembro da minha infância não tem como não associar a pessoa mais querida da minha vida, meu vô. Desde que eu nasci, lá estava ele comigo, afinal meus pais compraram a casa ao lado da casa dos meus avós maternos.
Fui criada pelos meus avós até meus 8 anos, tudo bem que o pai chegava cedo do trabalho e me cuidava, mas eu ficava praticamente 24 horas por dia na casa dos meus avós (eu só não dormia lá). Lembro-me quando era bem pequenina, minha mãe saía para trabalhar e me deixava na sala vendo tv, logo a vó chegava com a mamadeira e me levava para sua casa e me colocava na cama entre ela e o vô. Era todo dia assim.
Quando eu fui para o jardim já com meus 2 anos e 6 meses, o vô não queria que eu fosse pois dizia "Essa criança vai passar fome, vai ficar anêmica, vão judiar dela lá..." e coisas do tipo, até porque ele tinha suas preocupações que não eram só de um vô, mas de um pai... Ele queria continuar cuidando do seu 'bichinho'.
Hoje lembro com carinho de tudo que ele fez por e para mim. Como por exemplo, todas às vezes que as nossas cadelas davam cria e ele doava os filhotinhos, dizia que eles tinham ido para um hotelzinho de cachorros [tá eu sei que é tosco demais, mas eu tinha 3 anos de idade, acreditava realmente que eles tinham ido pro tal hotel...], o vô me dizia isso porque sabia que eu ia chorar por causa dos filhotes, e ele não podia me ver chorando... Ou então na vez que ele resolveu criar umas galinhas, elas tiveram pintinhos que por sua vez cresceram até que foram parar no nosso prato, mas para mim eles tinham ido embora voando...
Ele que fez a minha caixinha de presentes do Papai Noel, ele que foi levar a caixa de ferramentas numa tarefa da gincana, ele que ria das minhas palhaçadas e que me fazia rir, era ele que me contava histórias da sua infância na década de 20, que me dizia como era bom morar naquelas fazendas enormes na fronteira e nadar nos rios, ele que brincava comigo na hora do almoço tentando roubar a minha comida, que me ensinou a plantar as nossas árvores, ele que uma semana antes do meu aniversário dizia para minha vó "Celanira, tu já comprou o presente da Chuquinha?", era ele que me dava um abraço apertado quando eu chegava do colégio com o boletim na mão dizendo que estava aprovada, era ele que me ensinava a colher os cachos de uva na nossa antiga parreira, que me disse que colocando sal em cima da lesma, ela morreria, era ele que comia bolinhos de chuva comigo no café da tarde e que me dava golinhos de café preto escondido já que o pai não deixava. Enfim, ele fez parte de toda uma fase que foi a melhor de toda minha vida, a infância.
Lembro-me também, quando fiz a minha Comunhão e falou pra vó que ela tinha que comprar uma roupa bem bonita para os dois.
Foram quinze anos ao lado de uma pessoa maravilhosa, que fazia de tudo pra mim. Quando ele ia no armazém aqui pertinho de casa, sempre trazia alguma guloseima pra mim, o pai não gostava muito, dizia que eu acabava comendo muita porcaria, mas vô é vô não adianta. Às vezes eu aprontava alguma coisa e ele via que a vó ia me dar umas palmadas, ele me pegava pela mão e me levava para a ramada [pra quem não sabe, a ramada é quase toda a quadra em frente a minha casa, cheia de árvores, hortas e afins. O vô plantou quase tudo que tem ali, algumas coisas a vó, outras eu...] só para eu não apanhar da vó.
O tempo foi passando, só que a gente não se dá conta. Eu falo muitas vezes isso, que gostaria de ter sido filha dos meus avós, assim poderia ter vivido mais tempo com meu avô.
Sabe, a maioria dos avós das minhas amigas tem 60 e poucos anos, essa é a idade da minha tia mais velha...Minha vó tem 81 anos, e meu avô falceu com 90.
O tempo passou e o vô acabou adoecendo. Ele tinha lá suas AVC's [acidente vascular cerebral] uma vez que outra, mas sempre se recuperava. Ficava meses no hospital, mas no fim tudo ficava bem. Até que em 2004 ele não pode mais caminhar. Foram mais de dois anos na cama, nós sempre cuidamos dele muito bem, nunca lhe faltou nada. De início minha tia veio pra casa da vó e cuidou do vô, depois de um tempo tivemos que contratar uma enfermeira.
No segundo grau, eu tinha aulas a tarde e meu colégio é perto do hospital. Quando o vô estava baixado e eu tinha alguma aula a tarde, não tinha dúvida, ia até o hospital, almoçava ia pro quarto ver o vô [dava almoço pra ele] e depois ia pra aula. Eu chegava em casa meio-dia, largava a mochila na sala e ia direto pro quarto ver o vô, às vezes eu terminava de dar almoço pra ele, às vezes ele já estava dormindo ou só vendo o jornal na tv. Ia pra casa, fazia minhas tarefas e voltava para a vó. Novamente ia para o quarto vê-lo, às vezes ele não se lembrava que eu já tinha ido ali no quarto, como acontecia algumas vezes dele estar dormindo, eu não o acordava e a tarde quando eu ia ali ele falava que eu devia tê-lo acordado.
Aproveitei o máximo de tempo que pude com ele, mas ainda assim acho que poderia ter aproveitado mais. Ter dito mais que o amava, tê-lo feito rir mais, ter cuidado mais dele...
Sei que fiz o possível e o impossível por ele, tanto que eu estava no 2º ano, era segunda-feira e eu tinha aula a tarde de química [lembro como se fosse hoje], eu almocei no hospital e subi no quaro para vê-lo, a vó estava com ele, eu o abracei forte, disse o quanto o amava e que tudo iria dar certo. Sai do quarto aos prantos, pois sabia que não ia durar muito tempo.
Quem me conheçe sabe que não sou de acordar cedo com pouco esforço, terça-feira eu acordei às 5:45 [o horário que o vô gostava de levantar], olhei o relógio e senti aquele aperto no peito. Quinze minutos depois, ligam do hospital dizendo que a mãe tinha que ir lá assinar umas papeladas de exames do vô, só que a mãe trabalhava no hospital e sabia dos procedimentos quando alguém falecia. Ela não me disse nada, só mandou eu me arrumar, fechar a casa e ir para o colégio e meio dia ela me buscaria. Cheguei no colégio e não consegui entrar, liguei pra mãe e mandei ela me buscar e disse que sabia o que tinha acontecido.
Ela estava na funerária com o pai e minha dinda e meu dindo, sairam de lá e foram me pegar no colégio. Eu entrei no carro, dobramos a esquina e eu falei que queria saber o que exatamente tinha acontecido com o vô e o pai tava dirigindo meio que virou pra mim, colocou a mão na minha perna e disse "filha eles tantaram de tudo, mas infeliz..." ele não terminou a frase e eu desabei. Ele enconstou o carro e a mãe desceu ficou atrás comigo, tentando me amparar. Eu já sabia o que tinha acontecido, mas não queria admitir, aquilo não poderia ter acontecido. Eu fiquei sem chão, como se o mundo desabasse sobre mim, como se eu carregasse uma tonelada em cima de mim..
Fomos pra casa e a mãe deu a notícia para vó, que ficou tão mal quanto eu. Daí aquela função, se trocar para o velório e o enterro. Chorei compulsivamente durante o resto da semana, não consegui ir para a escola.
Fiquei desolada, perdi meu companheiro de histórias, papos e risadas. No mesmo dia fui para a casa da vó, pois ela é hipertensa e eu não queria que ela ficasse principalmente a noite sozinha, tinha medo que ela passasse mal ou algo assim e estou até hoje.
Hoje, a cada conquista minha óbvio que fico feliz, mas um pouco triste por não pder compartilhá-la com ele. Foi assim na minha formatura ano passado, quando eu passei no vestibular, na minha peça de teatro...
Eu que já estava com depressão desde que o vô ficou de cama, com a morte dele me afundei ainda mais, claro que fiz vários tratamentos com 1485743857348 mil psicólogos e psiquiatras diferentes, mas hoje eu estou melhor. Só que o vazio que eu sinto nunca vai ser preenchido, porque ele não está mais do meu lado!
Meu véinho, onde quer que você esteja agora eu sei que está bem e que não está sofrendo como quando estava conosco. É isso que me conforta.
Com 90 anos você se foi, se foi cedo demais. Naquela manhã de terça-feira, 19 de setembro de 2006 às 5:45h.
.lola
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Eu só queria saber...
o que se passa em sua mente.
E gostaria que você soubesse...
"Oh, but if I had the stars from the darkest night
And the diamonds from the deepest ocean,
I'd forsake them all for your sweet kiss,
For that's all I'm wishin' to be ownin'. "
Boots Of Spanish Leather - Bob Dylan
Sei que talvez você nem leia isso, e mesmo que leia, talvez nem saiba que é para você. Mas de qualquer forma aí está o que sinto e o que penso sobre ti. Ou pelo menos uma parte.
.lola
E gostaria que você soubesse...
"Oh, but if I had the stars from the darkest night
And the diamonds from the deepest ocean,
I'd forsake them all for your sweet kiss,
For that's all I'm wishin' to be ownin'. "
Boots Of Spanish Leather - Bob Dylan
Sei que talvez você nem leia isso, e mesmo que leia, talvez nem saiba que é para você. Mas de qualquer forma aí está o que sinto e o que penso sobre ti. Ou pelo menos uma parte.
.lola
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Sinta a vida colorida!
Sei que quando há grandes espectativas há mais chances de frustrações.
Ilusões são criadas e desfeitas com tanta naturalidade hoje em dia que às vezes parece que já nem sofremos tanto quanto antes. Vejo por algumas amigas e até por mim, criamos tantas ilusões que desabamos quando estas se desfazem, mas no outro segundo já criamos outras e esquecemos tudo o que aconteceu a pouco tempo.
Será que isso tem a ver com o mundo comtemporâneo que tudo muda a cada segundo, e agora até os sentimentos também? Acho que estou pirando. Ou não.
Vai ver é tudo ilusão da minha cabeça fantasiosa que vive num mundo que não existe. Ou só existe em minha própria mente.
Sei lá, até eu estou confusa agora. Dei um nó em minha própria cabeça. Acontece.
Espero que tudo mude, que o mundo mude, que você mude, seus pais, seus amigos e sua família mudem. Espero que eu mude e todos que convivem comigo também. Porque ser sempre o mesmo não tem graça, é chato demais.
É como diz a música do mestre Raul(zito) "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo..."
Mudar é bom, mas é preciso cultivar uma essência. É preciso ter opiniões e revê-las sempre que achar nescessário.
Criar espectativas é ótimo, desapontar-se com elas também. E criar outras quando estas são desfeitas também é bom, mas antes é preciso sofrer um pouco, importar-se com o que foi perdido, desperdiçado. Isso ajuda a superar, ou não. Mas vai de cada um, só que sentir é viver. Não tem porque viver sem sentir. devemos sentir todas as emoções possíveis, são elas que dão cores as nossas vidas. Sem sentimentos, fica tão cinza. Aproveite a dor, o amor, a paixão, a desilusão. Cada uma delas tem sua importância para o nosso crescimento. Por isso é importante não ignorá-las, apenas sinta. Sinta o colorido da vida, mesmo que pareça tão preto, tão branco.
Sinta. Deixe-se levar pelos sentimentos.
.lola
Ilusões são criadas e desfeitas com tanta naturalidade hoje em dia que às vezes parece que já nem sofremos tanto quanto antes. Vejo por algumas amigas e até por mim, criamos tantas ilusões que desabamos quando estas se desfazem, mas no outro segundo já criamos outras e esquecemos tudo o que aconteceu a pouco tempo.
Será que isso tem a ver com o mundo comtemporâneo que tudo muda a cada segundo, e agora até os sentimentos também? Acho que estou pirando. Ou não.
Vai ver é tudo ilusão da minha cabeça fantasiosa que vive num mundo que não existe. Ou só existe em minha própria mente.
Sei lá, até eu estou confusa agora. Dei um nó em minha própria cabeça. Acontece.
Espero que tudo mude, que o mundo mude, que você mude, seus pais, seus amigos e sua família mudem. Espero que eu mude e todos que convivem comigo também. Porque ser sempre o mesmo não tem graça, é chato demais.
É como diz a música do mestre Raul(zito) "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo..."
Mudar é bom, mas é preciso cultivar uma essência. É preciso ter opiniões e revê-las sempre que achar nescessário.
Criar espectativas é ótimo, desapontar-se com elas também. E criar outras quando estas são desfeitas também é bom, mas antes é preciso sofrer um pouco, importar-se com o que foi perdido, desperdiçado. Isso ajuda a superar, ou não. Mas vai de cada um, só que sentir é viver. Não tem porque viver sem sentir. devemos sentir todas as emoções possíveis, são elas que dão cores as nossas vidas. Sem sentimentos, fica tão cinza. Aproveite a dor, o amor, a paixão, a desilusão. Cada uma delas tem sua importância para o nosso crescimento. Por isso é importante não ignorá-las, apenas sinta. Sinta o colorido da vida, mesmo que pareça tão preto, tão branco.
Sinta. Deixe-se levar pelos sentimentos.
.lola
Dia das crianças!
O mais importante, o que nos mantém jovens, não é o que somos por fora. Mas sim, o espírito que temos por dentro. De que adianta plásticas e mais plásticas se por dentro somos chatos e rabugentos? Nunca deveríamos matar a criança que em nós, habita. Com o passar dos anos vamos esquecendo de alimentá-la, quando nos damos conta (se é que nos damos conta) acabamos por matá-la.
Por isso, principalmente hoje, peço-lhe que nunca deixe de alimentar a criança que há dentro de você.
Algumas garfadas de risos, colheradas de felicidade e doces, alguns copos de bons momentos com os amigos e para a sobremesa muita brincadeira e diversão!
Agora, falando do meu dia das crianças, além de alguns doces, ganhei uma blusa dos meus pais, um bolerinho da vó, um blusão da minha nona e um livro da minha dinda. Curti todos, é claro. Mas o livro me chamou mais a atenção até porque era um livro que eu queria muito tempo The Beatles - A Biografia, do Bob Spitz.
Além de ser a biografia de uma das bandas que eu mais curto, o que realmente me emocionou foi a dedicatória que minha dinda escreveu.
"Amada Paola,
Este ano de 2008 foi de muitas alegrias para todos nós, aliás, você é a própria alegria. Ingressou na universidade, fez a escolha de jornalismo e vemos seu olhinho brilhando falando de seus novos projetos. Mas antes, lá estava a Paola matriculada em um curso de teatro, e agora já em cartaz, cheia de responsabilidades. Mas como tudo isso iniciou? Um teste para figurante no "VidAnormal", e também, lá estava você, gravando participando, feliz da vida.
Lembro quando você, pequenina, reunia a família, para contar estórias, para desfilar (com as roupas de sua avó, que muitas vezes precisava esconder "aquele lenço"... lembra?) ou simplesmente para falar...falar...falar, mas algo não podia faltar, os APLAUSOS, muitos! (...)
Curta os Beatles, Cachorro Grande, Dinartes... e tantos outros que fazem parte de sua seleção musical.
Com muito amor
Dada e Beto.
12.10.2008 "
Foi foda, relembrar da minha infância, e ver que desde os meus 5 anos de idade eu enchia o saco da minha família contando histórias e mais histórias, ver que o tempo passou, mas que a minha paixão em atuar só aumentou nesses 12 anos. Ainda me emociono com tudo isso e perceber que parece que foi ontem que tudo começou. Espero continuar no palco por muito tempo.
Beijos, .lola
Por isso, principalmente hoje, peço-lhe que nunca deixe de alimentar a criança que há dentro de você.
Algumas garfadas de risos, colheradas de felicidade e doces, alguns copos de bons momentos com os amigos e para a sobremesa muita brincadeira e diversão!
Agora, falando do meu dia das crianças, além de alguns doces, ganhei uma blusa dos meus pais, um bolerinho da vó, um blusão da minha nona e um livro da minha dinda. Curti todos, é claro. Mas o livro me chamou mais a atenção até porque era um livro que eu queria muito tempo The Beatles - A Biografia, do Bob Spitz.
Além de ser a biografia de uma das bandas que eu mais curto, o que realmente me emocionou foi a dedicatória que minha dinda escreveu.
"Amada Paola,
Este ano de 2008 foi de muitas alegrias para todos nós, aliás, você é a própria alegria. Ingressou na universidade, fez a escolha de jornalismo e vemos seu olhinho brilhando falando de seus novos projetos. Mas antes, lá estava a Paola matriculada em um curso de teatro, e agora já em cartaz, cheia de responsabilidades. Mas como tudo isso iniciou? Um teste para figurante no "VidAnormal", e também, lá estava você, gravando participando, feliz da vida.
Lembro quando você, pequenina, reunia a família, para contar estórias, para desfilar (com as roupas de sua avó, que muitas vezes precisava esconder "aquele lenço"... lembra?) ou simplesmente para falar...falar...falar, mas algo não podia faltar, os APLAUSOS, muitos! (...)
Curta os Beatles, Cachorro Grande, Dinartes... e tantos outros que fazem parte de sua seleção musical.
Com muito amor
Dada e Beto.
12.10.2008 "
Foi foda, relembrar da minha infância, e ver que desde os meus 5 anos de idade eu enchia o saco da minha família contando histórias e mais histórias, ver que o tempo passou, mas que a minha paixão em atuar só aumentou nesses 12 anos. Ainda me emociono com tudo isso e perceber que parece que foi ontem que tudo começou. Espero continuar no palco por muito tempo.
Beijos, .lola
domingo, 12 de outubro de 2008
Dever cumprido!
Mais do que isso, a sensação que sinto agora não tem explicação!
Depois de 4 meses nos preparando, ensaiando toda a semana e tentando conviver com um grupo de 21 pessoas no início, porque no final restou apenas 17. E cada uma diferente da outra. Houveram algumas discussões é claro, mas com o tempo os nervos se acalmaram, pelo menos até a estréia.
Aprendemos muito uns com os outros e é impossível algum de nós dizer que não.
Hoje a temporada acabou, um ciclo se encerrou, se vamos trabalhar juntos futuramente ninguém sabe ao certo, mas hoje voltamos para casa com a sensação de dever cumprido. A satisfação de ver o público respondendo bem ao nosso trabalho é algo que não tem preço, ver que levamos alegria as pessoas, que as fizemos rir, sentir o calor das palmas ao final de cada espetáculo, de cada final de semana durante esse último mês, isso só quem está em cima do palco sabe.
E lembrar que perto da estréia pensávamos que tudo iria dar errado e que não iríamos conseguir. Não só conseguimos, como fomos ótimos! Provamos para todos e principalmente para nós, que somos capazes de tudo. Ver que nossa dedicação e o nosso esforço só nos trouxe alegrias, isso não há dinheiro no mundo que pague.
Formamos uma família e as brigas aconteceram. Mas foram esquecidas, deixadas de lado, pois o coleguismo, a amizade e a vontade de atuar falaram mais alto. E qual família que não tem lá suas briguinhas???
Após o nosso último dia, da primeira temporada do Analista, eu posso dizer que me sinto honrada de ter convivido com cada um de vocês, foi maravilhoso, vocês são muito especiais pra mim e eu jamais os esquecerei. Muito obrigada a todos vocês!
Ágata de Barros
Alexandre Rodrigues
Amanda Wolker
Ana Carolina
Bruna Ronise
Bolivar D'Andrea
Carol Guedes
Carol Frantz
Clarissa Virmond
Daphne Pacheco
Diego Perotto
Gabriel DiTelles
Hálida Rodrigues
José Bassols
Matheus Aquino
Paola Oliveira
Rafaela dos Santos
Thais Dayane
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh sentirei saudades disso tudo, dessa correria, de achar que não vai dar tempo de trocar o figurino e fazer a maquiagem, de achar tudo horrível e no final ver q foi perfeito... Mas teremos mais, muito mais. E espero que seja em breve! Por mais cansativo que seja essa rotina, é algo apaixonante, não tem como ficar imparcial a isso tudo. Só quem faz sabe o quão bem faz para si, para a mente, para o corpo e para a alma.
Beijos .lola
Depois de 4 meses nos preparando, ensaiando toda a semana e tentando conviver com um grupo de 21 pessoas no início, porque no final restou apenas 17. E cada uma diferente da outra. Houveram algumas discussões é claro, mas com o tempo os nervos se acalmaram, pelo menos até a estréia.
Aprendemos muito uns com os outros e é impossível algum de nós dizer que não.
Hoje a temporada acabou, um ciclo se encerrou, se vamos trabalhar juntos futuramente ninguém sabe ao certo, mas hoje voltamos para casa com a sensação de dever cumprido. A satisfação de ver o público respondendo bem ao nosso trabalho é algo que não tem preço, ver que levamos alegria as pessoas, que as fizemos rir, sentir o calor das palmas ao final de cada espetáculo, de cada final de semana durante esse último mês, isso só quem está em cima do palco sabe.
E lembrar que perto da estréia pensávamos que tudo iria dar errado e que não iríamos conseguir. Não só conseguimos, como fomos ótimos! Provamos para todos e principalmente para nós, que somos capazes de tudo. Ver que nossa dedicação e o nosso esforço só nos trouxe alegrias, isso não há dinheiro no mundo que pague.
Formamos uma família e as brigas aconteceram. Mas foram esquecidas, deixadas de lado, pois o coleguismo, a amizade e a vontade de atuar falaram mais alto. E qual família que não tem lá suas briguinhas???
Após o nosso último dia, da primeira temporada do Analista, eu posso dizer que me sinto honrada de ter convivido com cada um de vocês, foi maravilhoso, vocês são muito especiais pra mim e eu jamais os esquecerei. Muito obrigada a todos vocês!
Ágata de Barros
Alexandre Rodrigues
Amanda Wolker
Ana Carolina
Bruna Ronise
Bolivar D'Andrea
Carol Guedes
Carol Frantz
Clarissa Virmond
Daphne Pacheco
Diego Perotto
Gabriel DiTelles
Hálida Rodrigues
José Bassols
Matheus Aquino
Paola Oliveira
Rafaela dos Santos
Thais Dayane
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh sentirei saudades disso tudo, dessa correria, de achar que não vai dar tempo de trocar o figurino e fazer a maquiagem, de achar tudo horrível e no final ver q foi perfeito... Mas teremos mais, muito mais. E espero que seja em breve! Por mais cansativo que seja essa rotina, é algo apaixonante, não tem como ficar imparcial a isso tudo. Só quem faz sabe o quão bem faz para si, para a mente, para o corpo e para a alma.
Beijos .lola
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